El comandante

 In Confissões, Desabafo, Literatura, Pai

Cresci com o quadro de um homem barbudo na sala de casa. Acompanhava-o na moldura não sua frase mais famosa, mas “Hasta la victoria siempre”.

Só anos mais tarde descobri quem era aquela figura, junto com livros e recortes de jornal do meu pai sobre a revolução cubana. Minha memória adolescente guardou uma das passagens: “Valia a pena morrer em uma ilha deserta por um ideal puro”.

Complicado julgar Fidel, mas inegável sua importância histórica. Sou contra a ditadura, pois a liberdade é de suma importância para mim. De qualquer forma, é muito corajoso desafiar um império como o americano e diz-se que Cuba tem conquistas importantes como medicina e educação de qualidade.

Sempre há dois lados. Quem dera fosse simples, como aqueles que atribuem o mal em nosso País a um só partido; certeza que as recentes gravações parecem contrariar.

Hoje o ídolo de meu pai morreu. Ao saber da notícia, às quatro da manhã, ele me disse que não conseguiu dormir. Expliquei que nada mudaria com sua morte, ao que me respondeu sobre sua reação: “Mas foi algo involuntário”.

Pai, meus sentimentos por sua perda.

Em tempo, na foto, meu pai aos 22 anos em sua formatura do CPOR acompanhado de sua mãe, minha avó (ela segura a espada com que ele foi condecorado).

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