Casamento Elaine – 15.10.16

 In casamento

Boa tarde a todos.

Ao a Elaine me convidar para realizar a cerimônia, eu que sou a irmã da noiva, me senti muito honrada, claro, mas não tive certeza se ela tinha feito uma boa escolha.

 

Eu trabalho com a escrita, já até escrevi os votos de algumas amigas, mas celebrar a cerimônia? O casamento é uma celebração do amor e eu, que não sou casada, não sei se sou a melhor pessoa pra falar desse sentimento.

 

Mas daí, eu me lembrei que o amor não precisa se referir apenas ao matrimônio, ao casal, mas se trata de uma aliança, até mesmo literalmente. É a expansão desse amor, que não cabe em si e abarca a união das duas famílias. E quando falamos de amor e família, aí eu entendo bem do que estamos falando. Afinal, tenho meu filho, meus pais, meus irmãos, primos, tios, enteadas, sobrinhas e irmã.

 

Por isso, estamos hoje aqui reunidos pra celebrar o encontro do Thales e da Elaine, que aconteceu há 10 anos, que uniu não apenas eles, mas os Loureiro e os Castro. O laço que agora existe entre a Gabriela, a Thais e a Carol, que nasceu desse encontro. Celebramos hoje o amor que agora envolve a Dona Adelaide, a Dona Neuza e o “seu” Dagoberto. Viemos aqui comemorar esse sentimento que não precisa de documento, ou qualquer assinatura, mas um laço invisível que nos envolve a todos aqui presentes, parentes e amigos, em uma grande e nova família espiritual, eu diria.

 

Isso é Ohana, que significa “família”. Como diz o desenho da Disney, Lillo e Stitch, família, ohana, significa nunca abandonar ou esquecer. Pertencer a uma família, seja por lanço de sangue ou por escolha, quer dizer que você participa de uma rede de proteção, formada por diversas pessoas que em nome do amor, estão prontas a nos segurar e não nos deixar machucar, nem nas nossas maiores quedas.

 

E quando é momento de alegria, como hoje, cada um segura em uma ponta da rede e nos joga pra cima, nos impulsiona. Isso é Ohana.

Todos nós aqui reunidos fazemos parte dessa rede. Hoje cada um de nós está segurando uma dessas pontas. Hoje nós vamos comemorar a união deste casal e a nossa também.  Pra isso, eu convido vocês a firmarmos um pacto. Um pacto pela felicidade desse casal e a união da nossa família.

 

Peço que todos se deem as mãos, assim como o casal.

 

Que todos nós juremos fielmente a manter a chama desse amor. Pra isso, vamos estimular e cuidar para que Thales e Elaine sempre se divirtam juntos, vão ao cinema, bares, correr juntos, viajar… Quer que eu fique com a Carol um pouquinho?

 

Que todos nós prometamos ajudar esse casal a se respeitar, com conselhos e conversas, lembrando-os que devem resolver toda e qualquer diferença com muito diálogo, sem deixar que a incompreensão ou o rancor surja entre eles.

 

Que todos nós os lembrem de cuidar um do outro seja na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, pois os tempos bons e ruins vêm e vão, mas o sentimento não deve flutuar da mesma forma. E sempre sem se deixarem cair na rotina, não importa as condições, pois um precisa ser a luz, a centelha de esperança na vida um do outro.

 

Que eles sejam companheiros um do outro e amigos. Mas não amigos como nós, que se lembrem manterem-se atraentes um para o outro. É nosso dever também relembrá-los disso. Assim como a necessidade de surpreender o outro com pequenos gestos. Diariamente. Pois o amor, ainda mais que a amizade, precisa de manutenção. E que eles entendam que qualquer lugar é um paraíso quando se está bem acompanhado.

 

Enfim, que todos nós façamos o máximo para manter esse casal feliz e unido, pois assim, nossa família se mantém.

 

Sejamos Castro e Loureiro hoje e sempre. Sejamos todos juntos ohana, sejamos todos uma família. Sejamos todos a rede de segurança uns pros outros e, principalmente, para essa união que já existia, mas se oficializa hoje. Esses são os meus votos, que espero que vocês compartilhem. Nada de promessas vazias ou imposições a serem cumpridas, mas o compromisso de felicidade e amor que nasce entre essas duas pessoas.

 

Noivos, por favor, agora vocês podem trocar as alianças, uma vez que elas já foram abençoadas por todos nós.

 

(troca de alianças)

 

E pode beijar a noiva.

 

Bom, como a noiva é feminista e não acredita que a mulher só pode encontrar a felicidade pelo matrimônio, não haverá a constrangedora cena do buquê jogado para as solteiras. Cena da qual eu sempre me recusei a participar. Obrigada por me livrar dessa. Pelo contrário, a Elaine acredita que a felicidade está dentro de cada mulher. Para celebrar esse compromisso de toda mulher da nossa família com ela mesma, serão distribuídas rosas vermelhas.

 

Devo confidenciar a vocês que também acredito que esta seja uma celebração ao fim de uma maldição dos Loureiro. Ninguém nunca fazia uma festa de casamento até então. Todos se juntavam e até casavam oficialmente, mas nada de festa. Hoje isso chegou ao fim. Filhos, sobrinhos Loureiros, há esperança. Quebrou-se a maldição. Vocês poderão ter uma festa de casamento. Um brinde aos noivos!

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